
Se tivesse que te dizer numa palavra, diria ternura.
Alegra-te, Mulher, porque se o Homem foi a última obra e o cume da Criação, tu foste o exagero da generosidade e da perfeição de Deus.
Vi-te, escondida, de joelhos a rezar. E nesse dia tinha discutido contigo.
Vi-te, em silêncio, ouvir palavras injustas ditas a ti, por aqueles a quem serves. Mais tarde disseste-me que isso não era aturar, era amar.
Vi-te acordar muitas, muitas vezes durante as noites, tão curtas para ti, para acudir à desorientação das velhinhas de casa, enquanto, no meu edredon, escondia a voz da consciência que me dizia que também eu me poderia ter levantado.
Vi-te levantar com as galinhas para preparar as refeições que eu levaria para os dias longe de casa, enquanto eu sonhava no meu sono não sei com quê.
Vi-te engolir em seco a lagrimazita que escorria ao canto do olho porque quem devia estar não estava. Nunca estava.
E nunca te ouvi uma palavra negativa contra ninguém. De casa ou fora de casa.
Vi-te emocionada até às lágrimas no dia em que consegui terminar aquele trabalho tão importante e tão bem cotado. E naquele outro em que ganhei o festival. E sinceramente, não percebi como se podia ficar tão feliz por algo que não nos pertencia.
Mais tarde entendi que tudo o que era meu te pertencia. Mais tarde percebi que é verdade o que diz a velhinha do Titanic: “o coração de uma mulher é como o oceano, não tem fim nem fundo, alberga muito segredos, muitas alegrias, muitas dores, que nunca ninguém poderá abarcar”. E percebi ainda que a vocação de qualquer Mulher, que o queira ser é esta: ser Mãe. Ser Mãe é não ter fronteiras no coração.
O Mundo está todo desarrumado. É como a nossa casa quando tu vais para fora. Falta-lhe a Mãe. Ao Mundo também lhe faltam Mães. Porque são as únicas que sabem realmente o que é… cuidar. A Mãe é aquela que cuida. Discreta. Serena. Sacrificada. Alegre. Elegante. Delicada. Magnânime. Senhora de si. Humilde. Nobre. Belíssima!
Não há nada como as mãos de uma Mãe! Bem, talvez o rosto. E o colo…
Obrigada Mulher! Obrigada Mãe!
Se há tanta gente fria e má, é porque nunca soube o que era ter uma Mãe. É por isso que não podemos parar.
Queridas amigas, Mulheres, Irmãs, Mães, que ao longo da vida se têm cruzado comigo, que me ensinaram o que é ser Mulher, ser Mãe, que me mostraram o caminho feliz de viver para servir, para cuidar, para dar a forma de lar a cada casa, o caminho feliz de aliviar as cargas dos que chegam, de mandar felizes os que partem, obrigada! Obrigada!
Não tenham medo. Da dor, da solidão, do sacrifício, da entrega, da fidelidade, do segundo plano. Porque a maior parte da vida passa-se nos bastidores. E para que o palco se mantenha aberto, não podem faltar as Mães.
Continuem assim, dignas, diferentes, porque Mulheres. O Mundo agradece. E eu também. Ambos precisamos de Mulheres sem medo de o serem. Não se esqueçam de quem são!
E é com o coração de joelhos diante da vossa grandeza que vos digo mais uma vez: muito obrigada!
À minha Mãe, às minhas Mães, às Mães de toda a gente, que mantêm no Mundo a lareira acesa
Alegra-te, Mulher, porque se o Homem foi a última obra e o cume da Criação, tu foste o exagero da generosidade e da perfeição de Deus.
Vi-te, escondida, de joelhos a rezar. E nesse dia tinha discutido contigo.
Vi-te, em silêncio, ouvir palavras injustas ditas a ti, por aqueles a quem serves. Mais tarde disseste-me que isso não era aturar, era amar.
Vi-te acordar muitas, muitas vezes durante as noites, tão curtas para ti, para acudir à desorientação das velhinhas de casa, enquanto, no meu edredon, escondia a voz da consciência que me dizia que também eu me poderia ter levantado.
Vi-te levantar com as galinhas para preparar as refeições que eu levaria para os dias longe de casa, enquanto eu sonhava no meu sono não sei com quê.
Vi-te engolir em seco a lagrimazita que escorria ao canto do olho porque quem devia estar não estava. Nunca estava.
E nunca te ouvi uma palavra negativa contra ninguém. De casa ou fora de casa.
Vi-te emocionada até às lágrimas no dia em que consegui terminar aquele trabalho tão importante e tão bem cotado. E naquele outro em que ganhei o festival. E sinceramente, não percebi como se podia ficar tão feliz por algo que não nos pertencia.
Mais tarde entendi que tudo o que era meu te pertencia. Mais tarde percebi que é verdade o que diz a velhinha do Titanic: “o coração de uma mulher é como o oceano, não tem fim nem fundo, alberga muito segredos, muitas alegrias, muitas dores, que nunca ninguém poderá abarcar”. E percebi ainda que a vocação de qualquer Mulher, que o queira ser é esta: ser Mãe. Ser Mãe é não ter fronteiras no coração.
O Mundo está todo desarrumado. É como a nossa casa quando tu vais para fora. Falta-lhe a Mãe. Ao Mundo também lhe faltam Mães. Porque são as únicas que sabem realmente o que é… cuidar. A Mãe é aquela que cuida. Discreta. Serena. Sacrificada. Alegre. Elegante. Delicada. Magnânime. Senhora de si. Humilde. Nobre. Belíssima!
Não há nada como as mãos de uma Mãe! Bem, talvez o rosto. E o colo…
Obrigada Mulher! Obrigada Mãe!
Se há tanta gente fria e má, é porque nunca soube o que era ter uma Mãe. É por isso que não podemos parar.
Queridas amigas, Mulheres, Irmãs, Mães, que ao longo da vida se têm cruzado comigo, que me ensinaram o que é ser Mulher, ser Mãe, que me mostraram o caminho feliz de viver para servir, para cuidar, para dar a forma de lar a cada casa, o caminho feliz de aliviar as cargas dos que chegam, de mandar felizes os que partem, obrigada! Obrigada!
Não tenham medo. Da dor, da solidão, do sacrifício, da entrega, da fidelidade, do segundo plano. Porque a maior parte da vida passa-se nos bastidores. E para que o palco se mantenha aberto, não podem faltar as Mães.
Continuem assim, dignas, diferentes, porque Mulheres. O Mundo agradece. E eu também. Ambos precisamos de Mulheres sem medo de o serem. Não se esqueçam de quem são!
E é com o coração de joelhos diante da vossa grandeza que vos digo mais uma vez: muito obrigada!
À minha Mãe, às minhas Mães, às Mães de toda a gente, que mantêm no Mundo a lareira acesa
Parabéns, Cátia!...
ResponderEliminarObrigado Cátia!
ResponderEliminarSim, Comboni nos queria e nos quer, Mães da Nigrícia.
Com muita alegria de o ser,
um beijinho, Carmo