Porque“Estava doente e vieste visitar-me” assim que soubeste, desprezando o teu descanso…
“Estava nu e vestiste-me…”
Estava sujo e lavaste-me…
Imobilizado e pegaste-me ao colo… A mim que não era teu filho…
Estava engasgado e socorreste-me…
Entupido e desobstruíste-me…
Dorido e massajaste-me…
Tolhido e mobilizaste-me…
Com fome e deste-me o comer à boca, que tu mesma cozinhaste…
Estava a sangrar e curaste-me a ferida…
Sozinho e acompanhaste-me…
Choroso e limpaste-me as lágrimas…
Com frio e aconchegaste-me…
Seco e deste-me de beber e aplicaste creme na minha pele que caía…
Cansado e preparaste-me a cama com lençóis lavados…
Com febre e arrefeceste-me…
Saturado e ficaste em silêncio…
Vazio e sorriste-me…
Perdido e rezaste por mim…
De luto e deixaste-me chorar no teu abraço… Sem querer encurtar os segundos…
A doença não passou logo. A mágoa permaneceu. Mas a tua presença afectuosa, que ofereceu mais do que serviços, encheu de sol os dias daquela tempestade de Verão.
Por tudo isso e pelo que não sei dizer…
Obrigada Enfermeira, por seres as mãos e o sorriso de Deus!
À minha querida Enfermeira de serviço... por tudo!
27/07/2011
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